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HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO (Lc 23,43)

Chegamos ao XXXIV Domingo do Tempo Comum, o último Domingo do nosso ano litúrgico, com a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

A primeira leitura deste dia nos mostra a origem divina desta realeza, pois foi Deus que, como a David, disse a Jesus: Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel.

A segunda leitura descreve com detalhe as características deste Rei:

Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; Porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

A parte final deste texto nos deixa clara a missão deste Rei: reconciliar todas as coisas (com Deus) ou estabelecer a paz com todas as criaturas.

A referência a cruz nos liga com o Evangelho, onde justamente Jesus mostra e exercita o seu poder salvador quando diz ao homem que lhe pedira: Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza, de maneira imediata e decidida: Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso.

Portanto, a realeza de Cristo é um serviço de amor, que consiste na realização do projecto divino de salvar todos os homens que nEle creem, para que tenham a vida eterna, como que devolvendo os homens ao paraíso do qual os afastou o pecado, recuperando então a plena comunhão com Deus.