A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum (Ano A) convida-nos a contemplar a generosidade e a justiça divinas, que superam completamente a lógica humana do mérito e da recompensa contabilizada. Também estamos no mês de Setembro, considerado mês Amarelo em vista do combate ao suicídio, à depressão e a toda realidade social que causa mal estar na convivência quotidiana. Então, vamos todos proteger a vida e eliminar todo tipo de sistema que banaliza ou mata a vida.
Na primeira leitura (Isaías 55, 6-9), o profeta exorta à conversão e recorda que os pensamentos e os caminhos de Deus estão muito acima dos nossos, assim como o céu está acima da terra. Aqui tudo indica que, quem se afasta do caminho de Deus sofrerá as consequências por optar por um caminho de injustiça, de escravidão, de desobediência e da morte. Israel caiu na tentação de colocar Deus nos seus esquemas humanos e o que viu? O povo sofreu deportações e escravidão. Por isso, o regresso aos ensinamentos de Deus é muito importante, fazendo da nossa vida um compromisso permanente em Deus, a fim de alcançarmos a misericórdia.
O salmo responsorial (Salmo 144/145) reforça esta verdade proclamando que “o Senhor está perto de quantos o invocam” com sinceridade. Sim, quem serve o Senhor com coração puro, este verá a salvação de Deus.
Na segunda leitura (Fl 1,20c-24.27a) São Paulo afirma que a vida só tem sentido vivendo à maneira digna do Evangelho que é a própria pessoa de Cristo Jesus. Ou seja, o Evangelho é Cristo. Paulo tendo feito a experiência de Deus na sua vida, ele faz uma afirmação que podemos dizer ter sido uma grande profissão de fé: “Para mim viver é Cristo e morrer é lucro”.
O Evangelho apresenta a parábola dos trabalhadores da vinha (Mateus 20, 1-16a), na qual o proprietário paga um denário tanto a quem trabalhou o dia todo quanto a quem trabalhou apenas a última hora. Este gesto desconcertante revela que a graça de Deus não é um salário conquistado por direitos ou exclusividade, mas um dom transbordante de amor oferecido a todos, sem excepção. A salvação não tem preço nem tempo. Todo tempo é tempo de arrependimento e conversão. Portanto, não há méritos nem privilégios para alguém ser salvo. O que importa é viver com intensidade, com profundidade a experiência de fé em Deus.
Que possamos fazer da nossa vida um compromisso permanente do Evangelho.