DOMINGO DA MISERICORDIA
II DOMINGO DA PÁSCOA 2026
Caros irmãos em Cristo, louvado seja o Senhor. Aleluia!
Depois de celebrarmos com muito louvor a Ressurreição de Cristo, prenuncio da nossa própria ressurreição e vida eterna, a Igreja nos convida, hoje, a Celebrar a Misericórdia Divina. Esta se faz concreta e se realiza por um instrumento muito simples, mas muito eficaz: a nossa fé.
Por isso, a nossa contemplação e meditação das Leituras de hoje partirão de um único centro: o versículo 27 do capítulo 20 de João: «… e não sejas incrédulo, mas crente».
O tema da Misericórdia autentica, de uma Igreja que cura e reconcilia tem sido importante, também, no Pontificado do Papa Leão XIV. Como o Petrus, guia e sustento da Igreja in Persona Christi, o Papa tem exortado para a nossa relação com o Senhor Jesus, o Ressuscitado, em sentimento de reconhecimento, reconciliação, humildade e uma verdadeira conversão, pois «Não há passado tão arruinado, nem história tão comprometida que não possa ser tocada pela misericórdia» (Audiência Geral 24-09-2025).
Porque Deus é Misericórdia (Hesed), a sua essência define-se pelo Amor Misericordioso que une as Três Pessoas da Santíssima Trindade e pela sua Omnipotência deu Origem ao homem.
Então caríssimos irmãos, por essa mesma misericórdia que nos criou, Deus morreu na Cruz pelos criados e convida-nos a voltarmos para Ele, para a Celebração eterna da Glória. E esta é a nossa fé. «Crê e serás salvo».
Celebramos, neste domingo, a Misericórdia como louvor a compaixão de Deus, mas também, com um “sinal”: o caminho que devemos seguir para alcançar a Deus Misericórdia. Caminho de paz, perdão, reconciliação, compaixão, amor e justiça. «Sede misericordioso como vosso Pai Celeste é misericordioso». Exorta Papa Leão, na tradicional oração do Angelus, do pretérito onze de agosto, para que «Na família, na paróquia, na escola e nos locais de trabalho, onde quer que estejamos, procuremos não perder nenhuma ocasião para amar»
Seja Crente! E não incrédulo!
Nós não podemos alcáçar a Deus, se não nos dedicarmos mesmo profundamente a esta relação de fé com Cristo; ensina-nos a primeira leitura: na fé viviam e tinham grande misericórdia uns para com os outros de modo que ninguém passava necessidade, nem alguém possuía para sí, porque o amor e a comunhão entre os irmãos era transbordante e a caridade era a sua marca, comunhão fraterna sua força e assiduidade a Palavra (ensino dos apóstolos) o seu guia.
Essa comunidade que São Lucas nos apresentou, nasceu da Páscoa, «viu e acreditou». Ainda assim ouvimos do Evangelho de João que Tomé duvidou. E com ele certamente muito outros discípulos. Mas a sua dúvida Jesus nos dá maís um dos Seus Divinos ensinamentos: «…felizes os que acreditam sem terem visto…» (v. 29).
Irmãos! É pela nossa fé que alcançamos a Misericórdia.
Por isso, precisamos fortalecer a nossa fé constantemente. A fé não é um dado adquirido, precisamos primeiramente superar os nossos medos, sair para fora dos nossos túmulos, libertar as pessoas da nossa fome de opressão e domínio, dos nossos pecados, por isso, o Senhor dá-nos a paz, pelo sopro do Seu Espírito Santo, como fez com a Igreja nascente (v 19-23).
Essa paz enche-nos de alegria, mas também de admiração que deve gerar em nós o desejo o de Tomé: proclamar a todos os ventos «MEU SENHOR E MEU DEUS». Como dizem os Padres da Igreja (Santo Agostinho inclusive), esta incredulidade gerou a profissão de fé mais completa do Evangelho, pois asseverou a realidade do corpo ressuscitado. E nós, estamos preparados e convictos para proclamar a nossa fé? Anunciar o ressuscitado? Sermos iluminação da fé dos nossos irmãos? Sermos a Igreja (Sacramentum), presença de Cristo e da Misericórdia no mundo?
Sejamos fiéis e demos graças ao Senhor, em qualquer instante e lugar da nossa vida, porque é eterna a sua misericórdia.
Ainda sustentados por essa exortação de ser fiéis e não incrédulos, vamos ao encontro do Papa Pedro (filho de Jonas), discípulo fiel, amigo de todas as horas de Cristo, do Jordão ao Monte das Oliveiras.
São Pedro convida-nos a dar graças a Deus, como referido a cima, em todas as circunstâncias, pois ele mesmo é testemunha de sangue: «na sua grande misericórdia, Deus nos fez renascer pela Ressurreição de Cristo e nos fez herdeiros do céu. No entanto, aconselha Pedro precisamos permanecer firmes na fé, alegres na esperança apesar das tribulações deste mundo. (1 Pe 1, 3-9)
De Deus nos veio a vida, de Cristo a Redenção, do Espírito Santo, segundo a promessa de Cristo a paz e a fé para vencer as barreiras e as ciladas dos inimigos. Então tenhamos a nossa fé e esperança unicamente em Cristo Jesus o Ressuscitado, pois os que nele creem «conseguis o o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.»
Seja louvado Senhor Nosso Jesus Cristo!